à cor azul do céu e do mar;
fecho sono-lenta-mente os olhos...
actuam em mim,
como que por encanto,
mil sentidos virgens.
Consigo cheirar
o perfume intenso,
orgástico e arrebatador
da Rosa-Esotérica.
Sei agora
que estou perto da
Última-Barreira.
Perguntam pela Eternidade,
O que não-sabem pela lei-da-Vida.
Raras, pobres e difíceis são as palavras
Que dizem o Grande-Enigma;
Uma terrível angústia gramatical
Embate na inquieta alma dos poetas.
Sabem que não podem viver sem Ela,
Importam divindades, encantos, mistérios, magias, oráculos...
Mantêm-se (agarrados à Poesia) na sofrível espera
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