Primeiro,
eu te amei pela voz.
Depois,
te amei pelas flores,
que sempre vinham de todas as cores.
Só mais tarde,
quando te vi,
te amei inteiro.
Mas foi a voz,
que eu ouvi primeiro,
que me fez tanto te amar.
Ah, aquela mansidão que me acalmava,
o "esse" que se arrastava
num assovio de sabiá...
Tua voz é canto de cigarra
no verão a me encantar.
Fala-me bem devagarinho,
e me sussurra,
bem aos pouquinhos,
que estou aqui,
prá que tu possas
somente me amar!
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