Mais que cansada, me entrego ao devaneio
Depositando a caneta sobre a mesa
Soltando o corpo exausto, arcado ao meio
Na madrugada sem nome, vagarosa.
As palavras rondam minha cabeça
Mas não se harmonizam em poesia,
Indo e vindo, em lapsos, sem que aconteça
A explosão da inspiração que me alivia.
Sobrevivo a “meia noite vazia”
Olhando para a mão calejada da caneta
Que, sem escrita faz-me sentada, na escada,
“virando a noite”, sem companhia, só fantasia.
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