A janela amanhece preguiçosa
com o pipilo dos pardais.
O despertador acorda - à toa -
os sonolentos quintais.
Tento lavar minha preguiça
na água chocha da torneira,
sonhando,
um dia tomar banho
em gostosa e farta cachoeira.
Queria soltar as bruxas...
...despir pesadelos...
...me desnudar inteira...
Bocejo escandalosamente,
acordo duma vez!
Embrulho meus sonhos
em meias, chinelos e roupão.
Teimo em alisar as rugas - mas em vão!
Desmancho mal e mal a remela...
O dia começou de vez.
Vamos abrir as janelas!
Nenhum comentário:
Postar um comentário