quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

C.032.Cantar dos passarinhos - Walderlino Arruda


É uma sensação de alívio imensamente feliz,
a certeza de estar vivendo,
num mundo feito por Deus,
um mundo natural, que ainda existe
mesmo quando não podemos ver
o vizinho do outro lado.


Gosto do cantar dos passarinhos,
bem entendido, dos passarinhos livres,
que podem voar e sobrevoar,
aqui, ali, em toda parte,
e onde se sintam bem,
donos do ar, do vento, do céu.


Um trinado de passarinhos
faz de uma manhã a sedução,
mais do que humana, quase divina,
azul, celestial, solo de claridade.


Canto de passarinho não tem só música:
tem luz, tem movimento,
tem cor, tem brilho,
diria mesmo que é perfumado,
de cheiros silvestres do meu sertão.

C.031.Confesso-te - Vanderly Medeiros


Hoje farei-te minha confissão de intenções para contigo
Confesso que tenho planos
Confesso que nesses planos envolvem muitas coisas ocultas
Confesso que nesses planos tens muito de ti neles.

Confesso-te e me julgo culpada!

Culpada por muito te amar.
Culpada por não me policiar e te deixar entrar.
Culpada, mil vezes culpada, por ceder aos seus apelos.
Culpada por querer fazer parte de seus dias.
Duplamente culpada por querer suas noites só para mim
Triplicamente culpada por querer todos os minutos de sua atenção.

Minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa!

Confesso que nas noites a sós meu corpo pedi a teu.
Confesso que não aceitaria ser sua esposa
se junto ao cargo não me ofereces o papel de tua amante.
Confesso que tenciono tomar o café da manha entre seus beijos e..
algo mais...

Por fim confesso-te o que falta:

Meus planos é não te deixar nunca mais,
é ocupar seus espaços,
seus braços,
sua vida,
sua cama,
seus dias e suas noites...

Meus planos tem data de inicio,
mas..
Por ser esquecida, esqueci-me de marcar a data do fim..
Quem sabe em 2100 resolva para,
e pensar em marcar a data final!

Mas meus planos de encarcera-lo em meu amor,
está se esgotando em sua data..
Vem logo...
Preciso de ti..
Seu tempo longe de mim,
já venceu!!!

C.030.Castelos ao vento - Vanda Galvão


Às vezes construímos nossos castelos...
Colocamos nele tudo o que somos,
O que conhecemos, o que achamos.
E o que sonhamos,
passo a passo vamos edificando,
Em cada palavra ou em cada linha escrita.
e por ele viajamos entorpecidos,
Conhecemos lugares nunca antes imaginados,
Percorremos trilhas secretas
No delírio do êxtase do amor.

A cada dia vivenciamos,
uma felicidade crescente,
Aquela que faz valer a pena
Qualquer coisa que nos aconteça,
por mais simples, por mais desagradável.
Porque temos um coração feliz
Porque temos um alguém...

Um alguém que não sai de nossos devaneios diurnos,
E que a noite pega carona em nossos sonhos...
Um alguém presente, mesmo que tão distante,
que consegue fazer a diferença em nossa vida, em nosso ser.
Que nos dá a segurança de pisar em chão firme,
que nos dá asas para voar distante,
e nos dá a certeza de um amanhã de luz e de calor.

Durante muito tempo,
Vivemos tocando nessa areia macia,
ouvindo essas ondas incessantes,
sentindo toda a energia deste mar...
Mas um dia descuidamos,
sem querer, deixamos que uma tristeza nos envolva, nos domine,
e tudo aquilo que levamos tempo construindo,
vai ao chão.
Em seu lugar,

fica a incerteza,
o tempo nublado,
os dias solitários,
a falta de perspectiva,
a falta de sonhos.
E a vida volta a ser como antes,
com aquele vazio insuportável.
Que tanto lutamos para preencher...

Olhamos para trás e vemos apenas um monte de areia...
E num estado de quase demência,
ficamos parados, imaginando:
Se queremos outro castelo construir,
ou se desistimos de tudo,
e ficamos somente com a solidão
e o vento

C.029.Chuva - Lisiê Silva


A Chuva caía na noite...
Relâmpagos clareando o chão,
Por entre as poças de água.
Ninguém nas ruas,
Carros correm velozmente.
A chuva não passa...
Calçadas alagadas,
O Vento forte.
Batendo nas folhas verdes,
fazendo-as cair ao chão,
balançando árvores,
A chuva banhando o meu rosto,
Molhando os meus cabelos,
Relâmpagos fortes,
Arrepiando minha pele fria.
Os sapatos encharcados, deslizando...
A roupa fina encolhe,
O corpo sobressai-se,
Meu rosto vermelho...
A chuva não passa,
O Vento faz frio
e faz medo...
Ninguém nas ruas,
De repente um trovão
ecoou nos ares,
nas nuvens
O medo aumentou...
A chuva não passa...
A vida não passa...
Ninguém passa...
Nada passa...
Nada...

C.028.Com voce - Lisiê Silva


Com você, eu aprendi a amar...
Com você, eu descobri a beleza...
da vida, da natureza...
Com você que eu sonhava e madrugava...
Com o pensamento longe de tudo e de todos.
Só em você!

Com você, com a vida, com a natureza,
com as árvores, com os pássaros...
Mas sempre com você!
Como se você estivesse em tudo
que dá valor à vida.
Foi você que me fez ver a grandeza
das pequeninas coisas.

Com você, eu aprendi a Amar.
A ver, a admirar, a suportar,
a sentir, a pensar em ti, a te Amar!
Como se você fosse o meu agasalho
numa noite fria,
O meu Universo, onde eu me liberto.
Como se você fosse o meu Ser,
quando eu estou querendo me encontrar...

Como se você fosse o meu TUDO
na hora do NADA...


C.027.Ciúme - Francisco Gonçalves


O ciúme é um vulcão,
Em rubra explosão
De indômito fogo
Que a alma incendeia
Suas lavas audazes,
irrompem capazes
De pôr tudo imerso
Tal qual Pompéia...

É o cupido doente,
e é paixão ardente
Tornando a existência
Em tufões de horror!
É o nefasto ciúme,
Cintilando lume
Devastando a vida
Sinistrando o amor...


Os mais perseguidos,
E mais atingidos
Da sanha ferina
Do monstro cruel;
São os bem amados
E os recém casados
Na ânsia dos beijos
Da lua de mel.

Quando namorados
Se vão aos bailados,
A brasa do ciúme
Começa a queimar;
Por certo à mulher
Se há outra qualquer
Fitando o rapaz
Ao vê-lo dançar.

Se já é marido
E olhar distraído
Até sem malicia
sem nada visar...
A jovem casada
De raiva enciumada
Se fecha no quarto
E se vinga em chorar.

Se o vê à janela
Fitando uma bela...
Que por mero acaso
Pela rua passa;
No lugar de beijos
Ela tem desejos
de tudo esmurrar:
E quebrar a vidraça

É só nessas fases
Que as chamas vorazes
Do fogo sinistro
Provoca explosões;
Agora os ciumentos
Já tem seus rebentos...
Fazendo esquecer
ingênuas questões.

Ao meio da vida
É chama extinguida
Apenas há brasas
Com pouco calor;
Já não há lamúrias
Atritos e fúrias,
E agora os trovões
têm pouco fragor

Depois na velhice
Aquela tolice,
Baniu-se da história
P'ra não mais voltar;
de tais leviandades
Só restam saudades...
E os velhos agora,
Sé querem rezar.

O inverno chegou
O sol se toldou,
E o tombar dos anos
Soterrou o ciúme;
Das chamas de outrora
Só restam agora,
Escombros sombrios
E cinzas sem lume...

C.026.Correspondido amor - Carlos Q. Teles


Belo é recordar

num domingo de inverno

com o sol no coração
e um envelope amarelo

esperando no portão


Carta de namorado

é a felicidade mais pura!
Prazer intenso,

emoção que dura,
certeza de ser amada
por escrito e por extenso
Paixão que treme nos olhos

( prá que gastar tanta cola? )

amor que queima nas mãos

(...grudaram todas
as folhas!),

Carta de namorado é a glória

( ai, que letra mais

horrível...)

até mesmo quando a gente

não consegue entender nada!

C.025.Caminhos da vida - René Juan Trossero


Quando cortas uma flor para ti,
começas a perdê-la...
porque murchará em tuas mãos
e não se fará semente
para outras primaveras.

Quando aprisionas um passarinho para ti,
começas a perdê-lo...
Porque não mais cantará
no bosque para ti
nem criará outros passarinhos
em seu ninho.

Quando guardas teu dinheiro
começas a perdê-lo...
porque o dinheiro não vale por si,
mas pelo o que com ele se pode fazer.

Quando não arriscas
tua liberdade para tê-la,
começas a perdê-la...
porque a liberdade que tens se comprova
quando te atiras optando e decidindo.

Quando não deixas partir o teu filho
para a vida, começas a perdê-lo...
porque nunca o verás
voltar para ti livre e maduro.

Aprende no caminho da vida
a paradoxal lição da experiência:
sempre ganhas o que deixas
e perdes o que reténs.

C.024.Cinco sentidos - Alessandra Bandeira


Olhos abertos para admirar seus acertos
Olhos cegos para seus defeitos
Olhos brilhantes ao te ver chegar
Olhos confiantes para te ajudar
Olhos apaixonados para te amar
Boca sedenta para te beijar
Boca vermelha para te conquistar
Boca gostosa para te provar
Boca sorrindo para te convencer
Boca muda para não te xingar
Mãos suaves para te alisar
Mãos fortes para te segurar
Mãos estendidas para te levantar
Mãos cheirosas para você beijar
Mãos de anjos para te acalmar
Ouvidos abertos para te ouvir
Ouvidos ansiosos para você sussurrar
Ouvidos atentos esperando a porta abrir
Ouvidos alegres ao te ouvir sorrir
Ouvidos surdos para suas falhas não escutar
Perfume de rosas para te acordar
Perfume do pecado para te seduzir
Perfume de incenso para te enfeitiçar
Perfume da aurora para te relaxar
Perfume da paixão para te amar

C.023.Coisas do amor - Rubia Rossana Koglin


E de repente, o coração da gente bate desesperado...
E não adianta querer controlar.
Porque ele não sossega...
O Amor é estranho...
Ele chega fazendo a gente sentir uma série de coisas...
Coisas que nunca sentiu antes.
Uma porção de coisas pequeninas que ninguém faria...
Se não estivesse amando!
Coisas grandes que a gente só faz porque ama muito...
Faz e não se arrepende...
Dá e não quer de volta...
Espera e não reclama.
É o Amor não dá pra explicar.
O Amor faz rir, chorar, cantar e até mesmo brigar.
Mas continua sendo a coisa mais importante...
E mais linda que pode acontecer...
Entre um homem e uma mulher!
Pois quando o Amor vem, sentimos que vale a pena Viver!
Porque viver está em tudo que é feito por Amor.
Foi a dose de Amor e emoção com que foi feito...
E ofertado pela primeira vez...
Que deixou para sempre o sabor das coisas mais lindas...
Que o coração pode sentir!
Por isso e com estas palavras digo:
Ti Amo!!!